Como o ODS 5 contribui para combater a desigualdade de gênero?
A desigualdade de gênero ainda é um desafio real e urgente.
O ODS 5, da ONU, propõe metas concretas para garantir equidade e empoderar mulheres e meninas.
Saiba mais sobre essa pauta, essencial para uma sociedade mais justa, e como você pode fazer parte dessa mudança
A desigualdade de gênero ainda é uma realidade presente em muitas esferas da sociedade: mulheres ganham menos, enfrentam mais obstáculos para ocupar cargos de liderança, dedicam mais horas ao trabalho doméstico não remunerado e, infelizmente, são as principais vítimas de violência. Combater esse cenário é urgente — e faz parte de uma agenda global: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre os 17 ODS definidos pela ONU, o ODS 5 é dedicado a “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”. Esse objetivo não apenas reconhece a desigualdade, mas propõe ações concretas para transformá-la — e é sobre isso que falamos neste artigo.
O que é o ODS 5?
O ODS 5 é um compromisso internacional firmado por mais de 190 países, incluindo o Brasil, que coloca a igualdade de gênero como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável. A ideia central é clara: não há desenvolvimento possível sem equidade entre mulheres e homens.
Esse objetivo é desdobrado em 9 metas principais, que abordam temas como
– Eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas;
– Acabar com o casamento infantil e práticas nocivas;
– Valorizar o trabalho doméstico não remunerado;
– Ampliar a participação das mulheres na política e na economia;
– Garantir direitos reprodutivos;
– Promover acesso igualitário a tecnologia e recursos financeiros.
Como essas metas impactam nosso dia a dia?
Alguns avanços importantes já podem ser observados graças à atuação do ODS 5 no Brasil:
– A Lei Maria da Penha, constantemente atualizada, é uma referência no combate à violência doméstica.
– A proibição do casamento infantil foi reforçada com a alteração do Código Civil em 2019.
– A reforma do Bolsa Família priorizou o pagamento direto a mulheres chefes de família.
– Leis eleitorais exigem ao menos 30% de candidaturas femininas, ampliando a presença política das mulheres.
Mas… o que ainda falta?
Apesar dos avanços, ainda há muito a conquistar. A desigualdade de gênero persiste de forma estrutural e interseccional — ou seja, afeta com mais força mulheres negras, indígenas, periféricas e LGBTQIAPN+
Faltam:
– Orçamento consistente para políticas públicas voltadas às mulheres;
– Representatividade em espaços de decisão;
– Ações que enfrentem o machismo, o racismo e outras formas de opressão de forma conjunta.
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O que você pode fazer?
Informar-se, compartilhar, cobrar políticas públicas, apoiar iniciativas que valorizem a igualdade e, acima de tudo, reconhecer a importância do protagonismo feminino na transformação da sociedade.
No Conexidades Mulher, acreditamos que mulheres informadas e conectadas constroem redes poderosas de mudança. E o ODS 5 é uma ferramenta essencial nesse caminho.
Quer saber mais?
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